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quarta-feira, 2 de maio de 2012

FLORESTA ABACAXI E PRODUTORES DESCONTENTES


A produção agrícola de Floresta do Araguaia no Pará é o abacaxi, sendo este município, o maior  produtor do Brasil em termos municipais, de 15 a 18 mil hectares de lavouras de abacaxi. Esse ano foi um desastre nos preços, centenas de pequenos e até médios produtores tiveram prejuízos. O preço chegou a 20 centavos a fruta de primeira, o que constitui uma verdadeira afronta ao abacaxicultor de Floresta. Mas todo ano se repete isso alguém diz desanimado.
    Caminhonete carregada com capim quicuio, a embalagem do abacaxi

Floresta produz abacaxi comercialmente desde 1994, porém as lavouras iniciaram-se em 85/87 segundo dados históricos do município. Vi muitas queixas de produtores pequenos de venderam sua fruta a preços  bem baratinho, a 60 centavos ou menos a unidade, por exemplo. Adiante, vamos tentar fazer uma leitura da situação, porém não dando diagnóstico final sobre o caso.
    Abacaxi embalado com o capim quicuio




Três coisas ocorrem para isso  – 1º Falta de planejamento de quem planta – pois quando alguém tem uma boa remuneração num ano, já aumenta a lavoura, a duplicando para o ano seguinte e também não combinando com outros produtores vizinhos o tempo de indução da fruta, pois o abacaxi ficando no ponto de colheita ao mesmo tempo em que todas as outras lavouras da região, resulta numa super safra, e é claro que os compradores se aproveitam dessa situação, e tome preço baixo;   tudo isso é fruto do individualismo e indiferença do produtor. Lembrando que abacaxi é uma fruta e, portanto perecível a curtíssimo prazo.

    Capim chega a roça no caminhão que vai conduzir a carga a seu destino final no sudeste ou centro  oeste

2º O Individualismo do pequeno produtor de Floresta – pois não há cooperativas, houve uma, mas não deu certo e logo todo mundo depois disso, descreu do associativismo. É cada um na sua, os compradores de abacaxi são mais unidos e tem o poder de compra, formam até cartéis para baixar o preço do produto. E 3º “Compradores diretos” com financiamento de outros compradores de fora, estão plantando grandes lavouras e conseguem bons preços no mercado porque dominam o fator “compra”, e, depois de venderem seu produto, estes partem pra comprar   o abacaxi dos pequenos produtores; e, então, os atravessadores “nadam de braçada”, pois já cumpriram suas cotas de venda as Ceasas do Sudeste, e tudo o que vier depois é lucro. A lei da “Oferta e da Demanda” é cruel, não perdoa produto algum, e os produtores de Floresta ainda não perceberam isso?! Por outro lado a diferença de preços entre o que se paga ao pequeno/médio produtor em Floresta do Araguaia aos preços na CEASA é gritante – aqui R$ 1,20, lá R$ 3,90; são enormes diferenças, este é apenas um exemplo brando, uma média, contudoA produção agrícola de Floresta do Araguaia no Pará é o abacaxi, sendo este município, o maior  produtor do Brasil em termos municipais, de 15 a 18 mil hectares de lavouras de abacaxi. Esse ano foi um desastre nos preços, centenas de pequenos e até médios produtores tiveram prejuízos. O preço chegou a 20 centavos a fruta de primeira, o que constitui uma verdadeira afronta ao abacaxicultor de Floresta. Mas todo ano se repete isso alguém diz desanimado.

    O balaieiro, são cerca de 6 trabalhadores deste para se carregar um caminhão mais rápido

    Olha que baitas abacaxis

    Uma lavoura ainda sem os frutos grandes
Os grandes produtores de Floresta, em sua maioria são compradores que começaram a plantar também, aproveitando-se de “vácuo” deixado pelo pequeno produtor individual, é quase um monopólio isso, cartel de umas vinte pessoas apenas que detém o poder de compra.

Ficar bradando contra o maldito “atravessador” que enriquece a cada dia, não resolve nada; protestar pra quem?; Existem bons agrônomos e ótimos técnicos agrícolas em Floresta, e palestrantes especialistas da EMBRAPA sempre está indo a Floresta; existe um cabedal de conhecimento tecnológico avançado na região, fruto de interesse de produtores e poder público. O que falta ainda é correções de comercialização e principalmente falta “coletivismo” em lugar do “individualismo”, o produtor de Floresta ainda é muito individualista e indiferente em relação ao vizinho do lado, e disso se aproveita o comprador inescrupuloso!

Negócio é negócio meu chapa !, 

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